Cidades

VÍTIMA DESCONFIOU

Camaroneses tentam aplicar "golpe da nota preta" na Capital e acabam presos

Eles passaram por audiência de custódia e fiança foi arbitrada em R$ 14.960

Redação

27/04/2016 - 16h31

Dois camaroneses, identificados como Jean Sonor Ketcha, de 41 anos, e Alain Nankes Ngueyep, 44, foram presos, na tarde de terça-feira (26), depois de tentarem aplicar o “golpe da nota preta” em Campo Grande.

O truque consistia em apresentar papéis tingidos de preto às vítimas, afirmando serem cédulas de dinheiro que poderiam ser limpas em um processo químico.

Conforme o delegado Fabio Peró, do Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Banco (Garras), os homens chegaram à Capital, na semana passada - terça-feira (19), e se hospedaram em hotel na Rua Antônio Maria Coelho. Eles acessaram site de classificados e entraram em contato com médico veterinário, 37, que havia anunciado a venda de uma fazenda.

À vítima, eles disseram que eram da Guiana Francesa, mas estavam se mudando para o Brasil, onde investiriam R$ 2 milhões. Durante a falsa negociação, os homens pediram para irem até a propriedade fotografar.

“Todo o dia eles ligavam. Faziam o contato para pegar intimidade e aplicar o golpe”, explicou o delegado.

No domingo (24), os camaroneses entraram em contato com a vítima novamente e informaram que estavam com parte do dinheiro. O veterinário foi até o hotel e eles disseram que as cédulas estavam tingidas de preto para burlar a fiscalização, mas poderiam ser limpas.

“Eles até fizeram a ‘revelação’ de duas cédulas e entregaram para a vítima. Eles pediram para ele voltar no outro dia, mas ele ficou desconfiado e procurou o Garras”, completou Peró.

Ketcha e Ngueyep foram presos e os materiais usados para aplicarem o golpe foram apreendidos. Eles também estavam com cópias de vários documentos.

Na delegacia, eles contaram que entraram no país ilegalmente em 2012 e moravam em São Paulo. O delegado contou ter acionado a Polícia Federal para ampliar a investigação sobre os criminosos.

Eles passaram por audiência de custódia em que foi arbitrada fiança no valor de 20 salários mínimos. Além disso, para responderem ao processo em liberdade, eles precisarão comprovar residência fixa, identidade verdadeira e emprego lícito.

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