Com os médicos do Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian (Humap) em greve e as cirurgias eletivas e de urgência suspensas no Hospital Universitário (HU), os atendimentos em saúde correm o risco de se agravar nos próximos dias, em Campo Grande. Os problemas contribuem ainda mais a superlotação da Santa Casa, que já sente aumento na demanda.
Na tarde de ontem, a direção do HU informou que os procedimentos ficaram suspensos devido a falta de insumos. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão da unidade, afirmou que está em contato com gestores de saúde e fornecedores para a reposição dos materiais. “As cirurgias serão retomadas tão logo a situação seja resolvida”, garantiu.
Desta forma, parte das cirurgias devem ser encaminhadas para serem realizadas no HR, entretanto, a unidade está funcionando com apenas 30% do quadro de médicos especialistas e 70% do atendimento no pronto socorro, devido a greve iniciada à meia-noite de ontem. Embora os médicos tenham mantido os atendimentos dos mutirões (confira matéria abaixo), a paralisação ainda não tem data para terminar.
(*) A reportagem, de Tainá Jara e Natália Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.