No dia das mães de 14 de maio de 2006, presos da Penitenciária da Máxima, em Campo Grande, rebelaram-se e houve confronto. Agentes e voluntários foram tomadas como reféns e Fernando Aparecido do Nascimento Eloy morreu decapitado.
Esse movimento foi organizado por facção criminosa de São Paulo, mas ressoou em Mato Grosso do Sul e em outros estados brasileiros.
Quase 10 anos depois, mas na mesma data comemorativa, a penitenciária, na manhã de hoje (8), está com clima diferente. Refém naquela rebelião, Nilton Alves de Souza disse que o ambiente dentro da Máxima está muito diferente.
"Trabalho aqui há mais de 20 anos e o clima lá dentro eu esperava de confronto, mas o retorno dos agentes penitenciários parece que apaziguou", analisou Souza, que é diretor da Missão Atrás das Grades do Ministério do Encarcerado, ligado a uma igreja.
Na manhã de hoje, em torno de 250 pessoas, a grande maioria de mulheres, faziam fila para realizar a visita. O policiamento no entorno da Máxima está com oito policiais militares montados da cavalaria, duas viaturas e alguns PMs fazendo ronda a pé.
O serviço reservado da corporação também foi destacado para monitorar a movimentação. Ontem (7), quando houve visita de crianças, a polícia ainda destinou um helicóptero para sobrevoar a região.