Cidades

2ª FASE LAMA ASFÁLTICA

Esquema desviou R$ 13 milhões em livros que nunca foram distribuídos

Investigação apura rombo total de R$ 2 bilhões em várias licitações

Redação

10/05/2016 - 13h46

A investigação da Polícia Federal dentro da Operação Lama Asfáltica identificou que há indícios de R$ 13 milhões desviados na compra de livros paradidáticos pelo governo do Estado. O período que compreende esse inquérito é de 2012 a 2014.

O material, segundo divulgou força-tarefa da PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal em coletiva de imprensa realizada hoje (10), nem chegaram a ser distribuídos aos estudantes. A compra desses livros custou aos cofres públicos R$ 29 milhões.

Trabalho conjunto desses órgãos cumpriu na manhã de hoje 15 mandados de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e 24 sequestros de bens de investigados, na 2ª fase da Operação Lama Asfáltica, denominada Fazendas de Lama. O valor global sob suspeita chega a R$ 2 bilhões, sendo que desse montante, R$ 44 milhões já foram identificados como desviados.

"Alguns contratos recebiam pagamento na atual gestão. Mas a análise feita foi do governo anterior", explicou o delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal, Cleo Mazotti.

Ele detalhou que o período entre a primeira e a segunda fase da operação foi de meses porque estavam sendo feitas perícias em obras públicas para tentar comprovar irregularidades. O cumprimento de mandados anteriormente aconteceu em junho de 2015.

Além da compra dos livros, outra licitação indicada como suspeita é a pavimentação da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. Foram dois lotes investigados e o recurso utilizado foi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O gasto nessa obra foi de R$ 275 milhões.

"No mesmo período, uma empresa cuidava da pavimentação, da manutenção e tapa-buraco na obra", disse Israel Carvalho, coordenador do Núcleo de Operações Especiais da CGU, indicando situações que levantaram suspeitas para que houvesse a investigação.

IRREGULARIDADES

Os principais indicativos de desvio ou ilegalidade encontrados foram: cláusulas restritivas nas licitações para direcionamento a certas empresas, superfaturamento nos certames e falsificação de medição de obras para que houvesse pagamento mesmo que a execução não tinha sido feita.

A Receita Federal apurou que outro esquema utilizado pela organização criminosa identificada para lavar dinheiro era a utilização de pequenas empresas.

A partir de análise contábil foi possível constatar que elas chegavam a transferir quase 80% do capital do lucro obtido para supostos sócios. Essa transferência do dinheiro acontecia por meio de empréstimos e doações. Operação como essa, em uma estrutura regular, seria impossível porque a empresa quebraria. A força-tarefa concluiu que até 23% de gastos em licitações investigadas eram desviados.

JUDICIÁRIO

Fábio Possik Salamene toma posse como desembargador do TJMS

Promovido por merecimento, magistrado tem 27 anos de carreira e assume a vaga deixada pela aposentadoria de Lúcio Raimundo da Silveira

05/11/2026 17h18

Fábio Possik Salamene tomou posse administrativa como desembargador do TJMS nesta quinta-feira (5)

Fábio Possik Salamene tomou posse administrativa como desembargador do TJMS nesta quinta-feira (5) Divulgação/TJMS

Continue Lendo...

Saúde Sob Auditoria

Prefeitura tem 15 dias para explicar R$ 71 milhões da saúde em Campo Grande

Auditoria federal aponta inconsistências e possível devolução de recursos; Câmara cobra documentos e plano para corrigir falhas.

05/11/2026 17h06

use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura.

use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).