O empresário Flávio Henrique Garcia Scrocchio, preso em São Paulo em cumprimento de mandado de prisão da 2ª Fase da Operação Lama Asfáltica, foi transferido para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) hoje (12), em Campo Grande. Ao todo, 15 mandados de prisão foram cumpridos na operação da Polícia Federal (PF), denominada Fazendas de Lama, deflagrada na segunda-feira (9).
De acordo com o site paulista Diário da Região, o empresário é cunhado do ex-secretário de obras e ex-deputado federal Edson Giroto. Ele foi preso em Tanabi (SP) e prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande, sendo encaminhado à Denar, onde deverá ficar detido até o fim do período da prisão temporária.
Ainda segundo o site, Flávio é dono da Terrasat Engenharia e Agrimensura, que venceu licitação para manutenção de estradas pavimentadas e não pavimentadas no município de Nova Andradina, no ano passado.
Além de Scrocchio, estão em celas da Denar o ex-secretário de obras e ex-deputado federal Edson Giroto, André Luiz Cance, secretário-adjunto de Fazenda; João Amorim, empreiteiro dono da Proteco; Flávio Henrique Garcia, empresário; Wilson Roberto Mariano de Oliveira (Beto Mariano), ex-diretor e fiscal da Agesul, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba; Hélio Yudi Komiyama, ex-gerente de obras viárias da Agesul; e Evaldo Furrer Matos, proprietário de fazenda.
Na 3ª Delegacia de Polícia Civil, na Capital, são mantidas detidas Ana Cristina Pereira da Silva, ex-esposa de André Luiz Cance; as filhas de João Amorim, Ana Lúcia Amorim e Renata Amorim Agnoletto; Elza Cristina Araújo dos Santos; secretária e sócia do empreiteiro; e Maria Wilma Casanova, ex-diretora presidente da Agesul.
Esposa de Giroto, Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto, a secretária do empresário João Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos e a filha de Beto Mariano, Mariane Mariano de Oliveira, tiveram as prisões temporárias convertidas em domiciliar.
FAZENDAS DE LAMA
O foco da segunda fase da Operação Lama Asfáltica foram crimes de lavagem de dinheiro, tendo em vista que os investigados teriam ocultado patrimônio decorrente de fraude de licitações. Era utilizado o mecanismo de construir empresa no nome de familiares e pessoas de confiança para torná-la lícita, adquirindo assim fazendas e imóveis urbanos.
Delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazotti, explicou, que a força-tarefa deve analisar a documentação para avaliar se serão necessárias outras medidas, em especial, relativas a prisões temporárias.
Documentos e mídias apreendidos na Capital por conta de 28 mandados de busca e apreensão e materiais apreendidos em Curitiba (PR), Maringá (PR), Tanobi (SP) e Presidente Prudente (SP) serão analisados.