Diante do impasse do processo de aprovação ou não do projeto que prevê reajuste de 9,57% aos servidores municipais, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), na contramão do que havia dito há três dias, quando destacou que o projeto poderia ser vetado, sinalizou hoje (15), que tende para provação. Ele, no entanto, deixou claro que só o fará mediante legalidade jurídica, apontada pela Procuradoria-Geral do Município, que já analisa o caso.
“Ainda não recebi oficialmente o documento, mas estamos analisando para que, assim que chegar o ofício, anexe o parecer imediatamente”, destacou o chefe do Executivo Municipal. Bernal frisou que, como autor do projeto, gostaria que o mesmo tivesse sido aprovado anteriormente. Parecer está previsto para esta semana.
Por 18 votos a 2, a Câmara Municipal aprovou, no dia 12, projeto que prevê reajuste de 9,57% a servidores municipais de Campo Grande. O prefeito havia enviado proposta para aumento de 3,31%, mas houve acordo entre a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem) e vereadores.
A proposta ocorreu no começo de abril, mas fora rejeitada pelos vereadores. Passado o dia 5 do mês passado, Bernal ficou impossibilitado de oferecer aumento acima da inflação dos primeiros meses de 2016, conforme lei eleitoral, uma vez que tem intenção de disputar a reeleição.