Homem de 34 anos, funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Jardim Leblon, em Campo Grande, foi agredido na madrugada de hoje (16), depois de atender uma criança. Vítima foi ameaçada, caso denunciasse as agressões para a polícia.
Conforme boletim de ocorrência, no momento da coleta de sangue, a mãe disse que trabalhava na área da saúde e que realizaria a triagem de seu filho. Funcionário explicou as normas internas e disse que não poderia deixá-la realizar o serviço porque a responsabilidade é restrita a equipe.
Diante da indignação da mulher, o servidor chamou um colega de trabalho para fazer a coleta de sangue.
Após a triagem, mãe e filho foram liberados pelo médico. Cerca de 40 minutos depois, ela retornou acompanhada do marido. O homem de 32 anos empurrou a vítima contra a parede, desferiu socos, chutes e tapas, causando lesões nos lábios.
Conforme relatos, o autor exigiu que o funcionário pedisse desculpas para sua esposa e, caso quisesse chamar a polícia, que ficasse a vontade. Segundo testemunhas, o agressor relatou que não temia a polícia porque no bairro onde mora é considerado "barra pesada". Agressor frisou que sabia o horário que o homem deixaria o plantão e o ameaçou. Em seguida, o casal foi embora.
A vítima procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, onde registrou o caso como lesão corporal dolosa e ameaça.