Falta de vacinas contra Influenza H1N1 no UBS Tiradentes causou contratempo para quem procurava pela imunização na tarde de hoje (20), em Campo Grande. Cerca de 200 pessoas aguardaram pela vacinação, mas muitos decidiram desistir da espera. Vacinação para gestantes e crianças de até 2 anos foi prorrogada pela Secretaria de Saúde do Estado, nesta quinta-feira (19).
De acordo com os pacientes presentes, a quantidade de pessoas que estavam na unidade em busca da vacinação era vasta. “A fila de pessoas ia até o lado de fora do posto, a maioria idosos, cansou de esperar e foi embora. Eu estou aqui esperando desde às 8h da manhã e até agora, nada de atendimento”, disse Rebeca Pires, de 18 anos, ao Portal Correio do Estado.
A previsão era que o estoque da vacina na unidade seria reposto até as 15h, segundo os pacientes que aguardavam. “Faço parte do grupo de risco e hoje é ultimo dia para os idosos se vacinarem. Estou aqui desde manhã, ninguém veio falar com a gente. Aí ficamos aqui sem saber se vai ter vacina ou não. Disseram que se até as 15h não chegar, não vai ter mais vacina”, relatou Sebastião Vieira, de 64 anos.
Pacientes indígenas e com problemas respiratórios procuravam se proteger do vírus Influenza, mas também não conseguiram.
POSICIONAMENTO
Procurada, a gerencia da unidade disse que falaria com os pacientes e que foram orientados a não fornecer mais informações. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) informou que, por ser o último dia de imunização, a vacinação está suspensa até que o balanço da campanha seja contabilizado. Após a contagem o procedimento volta ao normal.
Ainda conforme a prefeitura, nas unidades de saúde mais procuradas pode acontecer de faltar vacina. Neste caso, a população é orientada a procurar outro estabelecimento para ser imunizado.
Conforme balanço parcial da Sesau, 162.619 pessoas receberam a vacina, de um total de 186.800, o que representa 87,06% do público alvo imunizado.
DIREITO À VACINAÇÃO
Vânia Cruz, de 33 anos, educadora da rede pública, também estava à procura da vacina e relatou que o posto no Tiradentes, foi a terceira tentativa de se proteger do vírus H1N1. “Já fui na unidade do Universitário e Carlota, mas ninguém aceita vacinar os professores”, disse. A Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (Fetems) orienta os professores a imprimir e mostrar nos pontos de vacinação a lei estadual 4.575 de setembro de 2014, onde inclui os professores da Rede Estadual de Ensino à prioridade de vacinação.
Nesta quarta-feira (18), Edevaldo Souza Prado, de 57 anos, morreu na Santa Casa diagnosticado com o vírus Influenza H1N1. Edevaldo era professor e lecionava na Escola Estadual Amélio de Carvalho Baís, localizada no Bairro Coophatrabalho.