As restrições na Avenida Júlio de Castilho para estacionamento não tem sido respeitadas pelos motoristas. Os piores horários são entre 7h30 e 8h e às 18h, durante dias úteis. A via recebeu investimento milionário nos últimos três anos na tentativa de melhorar o trânsito, mas medidas não surtaram completo efeito.
O fluxo fica estrangulado com a diminuição da área de rodagem da via porque há veículos estacionados irregularmente. Há apenas duas faixas na avenida. Muitas vezes, as pessoas param o carro metade em cima da calçada e a outra metade na avenida para comprar algo nos comércios que ficam ao longo dos 13 quilômetros da via. Isso ainda atrapalha pedestres.
Os indicativos de que não é permitido parar ou estacionar estão dispostos em placas instaladas de 100 em 100 metros. Essa restrição é válida entre 6h e 10h e entre 16h e 19h.
Leitores do Portal Correio do Estado comentaram que a passagem de ônibus na avenida torna o trânsito mais caótico se há carros estacionados irregularmente. Por serem largos, eles "trancam" a via e são formadas longas filas nos horários de pico.
A fiscalização sobre esse tipo de irregularidade deve ser feita pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). A multa para quem não cumpre a regra é de R$ 85,13 e há desconto de quatro pontos na carteira nacional de habilitação (CNH). O veículo ainda pode ser removido por guincho.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa para saber como está esse tipo de averiguação, mas como é domingo, a resposta só deve ser dada amanhã (23).
No primeiro semestre de 2015, mais de 4,5 mil foram autuadas por estacionamento irregular em área urbana de Campo Grande.
REVITALIZAÇÃO MILIONÁRIA
A Avenida Júlio de Castilho passou por obras entre 2013 e 2015, o projeto foi orçado em R$ 18,3 milhões e foi aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento).
A proposta era implementar remodelações, inclusive com a questão do estacionamento, para resolver o problema do tráfego. Comerciantes reclamaram que sem o estacionamento, o movimento diminuía porque as pessoas não aceitavam parar alguns metros distante de onde precisavam ir. Apesar dos recursos investidos, a situação não foi resolvida.