O delegado Valdir Benetti, da 2ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, aguarda um laudo pericial para saber se o desabamento de muro em canteiro de obra, que terminou com a morte de um operário, hoje (23), poderia ter sido evitado. Segundo ele, o documento deve ficar pronto em 15 dias.
“Sem o resultado da perícia não podemos afirmar nada. Mas vimos que não colocaram nenhuma escora no muro. Teria que ter para garantir que a estrutura não desmoronasse”, pontuou o delegado.
Benetti foi informado sobre o impasse entre os vizinhos em relação ao muro que caiu e explicou que o ideal seria eles terem procurado a Justiça para que a situação fosse resolvida.Ele ainda vai ouvir as testemunhas envolvidas no caso.
Caso seja constatada alguma irregularidade na obra, o engenheiro poderá ser indiciado por ser o responsável técnico pela obra.
Ainda muito abalado com a situação, o engenheiro Renato Esaki disse à reportagem do Portal Correio do Estado que todos os documentos referentes à obra foram entregues.
O CASO
Operário, João Ribeiro Carapiá, 48 anos, morreu e Rolim Martins de Souza, 46, ficou ferido nesta segunda-feira (23). Ambos trabalhavam na construção de uma casa, quando parte de um muro desabou e atingiu os trabalhadores. Fato aconteceu na Avenida Presidente Dutra, Bairro Monte Castelo, em Campo Grande.