Cidades

H1N1

Grupo protesta em frente ao paço Municipal e cobram vacina para todos

Manifestantes pedem explicações do paradeiro das doses que sumiram

Redação

30/05/2016 - 18h01

Grupo de pessoas protestou na tarde de hoje (30), em frente à Prefeitura Municipal de Campo Grande, a fim de cobrar das autoridades explicações diante do sumiço das 3.166 doses de vacinas de H1N1.

De acordo com Juliana Gaiozo, mãe de quatro filhos, foram oito tentativas da dona de casa em levar os dois filhos, um de quatro anos e outro de oito, com asma, para serem imunizado no Centro Regional de Saúde (CRS) do Tiradentes.

Munidos de cartazes com dizeres como: “Cadê a vacina que estava aqui?”, “Devolvam nossas vacinas” e “Vacina H1N1 para todos já”, protesto chamou a atenção de quem passava pelo local.

O compositor Rafael Baís esteve presente no ato e reclama da falta de informação dos profissionais.

“Levei meu filho de seis meses para vacinar e aplicaram a vacina contra H1N1 junto com outras três virais”, explicou o músico ao reforçar que especialistas alegam que o procedimento não é correto.

Conforme a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), quem decide os grupos de risco é o Ministério da Saúde, que envia a quantidade de doses referente aos dados emitidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por isso, o município não pode vacinar quem estiver fora do grupo risco.

Até o momento 93% da meta da Capital foi atingida, sem ter que prorrogar a campanha.

FISCALIZAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito para apurar a falta de vacinas contra a gripe na Capital. Foram encaminhados ofícios aos secretários estadual e municipal de Saúde, Nelson Tavares e Ivandro Fonseca. Ambos terão que explicar a quantidade de doses disponibilizadas, a demanda de cobertura e se haverão novas remessas.

No Estado, 25 pessoas morreram em decorrência da gripe. A falta da vacina, conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), se deu em decorrência de a secretaria [municipal] que não se atentou e resolveu vacinar todo mundo, como pessoas fora do grupo de risco.

RECOMENDAÇÃO

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul recomendou, no dia 25 de maio, que a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) e Secretaria de Estado de Saúde (SES) “garantam o direito do cidadão de ter o amplo acesso à saúde e ao efetivo serviço de vigilância epidemiológica”.

De acordo com a recomendação, a Gestão Municipal de Saúde Pública deve, no prazo de 10 dias, implementar e executar e/ou intensificar campanha para alerta, conscientização e orientação aos alunos, docentes ou responsáveis por berçários, creches municipais, terminais de ônibus, centro de convivência e casa-lar de idosos de Campo Grande acerca da importância da prevenção, por meio de cuidados de higiene e demais medidas de proteção individual, quanto à contaminação pelo vírus influenza.

Também foram recomendadas medidas administrativas necessárias de gestão junto ao Ministério da Saúde para fins de obtenção de doses da vacina de imunização contra o vírus influenza A e B, bem como para fins de obtenção do medicamento fosfato de oseltamivir ("Tamiflu").

A Secretaria de Estado de Saúde de MS, foi recomendada, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, com o prazo de dez dias, a execução de ações e campanhas de comunicação voltadas à conscientização, nas escolas da Rede Estadual de Educação e universidades/faculdades públicas e privadas, sobre as medidas de precaução contra a contaminação pelo vírus influenza; bem como ações para obter doses da vacina contra influenza e do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu) para os municípios.

Para fazer a recomendação, a Promotora de Justiça levou em consideração o crescente número de casos confirmados de infecção pelo vírus influenza A e B, bem como de óbitos por decorrência da infecção, conforme dados do Boletim de Situação Epidemiológica da Influenza no Estado de Mato Grosso do Sul, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de MS em 18/5/2016.

Considerou ainda que a quantidade de óbitos por influenza em Mato Grosso do Sul, supera os números de mortes ocorridas em 2015, de 7 óbitos, com 20 óbitos já confirmados até 17 de maio de 2016.

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