Aluna de 8 anos do segundo ano da Escola Municipal Consulesa Margarida Trad, localizada no Bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, internada há 10 dias com gripe H1N1 na Santa Casa da Capital, melhorou e foi transferida para a enfermaria. Conforme a assessoria de comunicação da unidade, o estágio da doença não apresenta mais risco de contaminação.
A menina deu entrada em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde permaneceu por quase uma semana entubada e sedada. Na semana passada foi transferida para enfermaria onde permaneceu no semi isolamento. Hoje a criança já está na enfermaria do hospital e não precisa ficar isolada.
A coleta do material para realização do exame H1N1foi feita na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coronel Antonino, onde a criança recebeu o primeiro atendimento, na semana retrasada.
Com febre alta e complicações no sistema respiratório, ela foi transferida para Santa Casa, onde desde então está sendo medicada preventivamente com Tamiflu (medicamento indicado para tratamento de H1N1).
O irmão mais novo, de 6 anos, e os pais da menina, mesmo sem terem a gripe confirmada, também foram medicados por precaução, durante 10 dias, com a mesma droga, sendo 1 comprimido ao dia.
A escola onde a menina estuda atende 1,5 mil alunos do ensino infantil e fundamental. A sala que a menina estuda tem aproximadamente 30 alunos. Conforme a secretária de Educação, Leila Machado, professores e alunos apresentaram gripe nos últimos dias e a escola segue em estado de alerta.
SANTA CASA
Seguem internadas na Santa Casa de Campo Grande 24 pessoas notificadas com suspeita da gripe H1N1. Destes, seis foram descartados e cinco confirmados, sendo que dois evoluíram da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para o quarto. Com suspeita da doença e ainda aguardando resultado de exames são ao todo 13 internados.
O balanço foi divulgado na manhã de ontem (3), durante coletiva realizada para expor o panorama dos atendimentos realizados até então no hospital, pela médica infectologista da unidade, Priscila Alexandrino.
De janeiro até agora foram notificados 90 pessoas com suspeitas da doença, sendo uma em fevereiro, quatro em março, 38 em abril e 47 em maio. Do total, 69 foram descartados e 21 confirmados, sendo uma em março, quatro em abril e 16 em maio. O número de óbitos decorrente da doença até agora somam cinco, sendo dois em abril e três em maio.
NO ESTADO
Em Mato Grosso do Sul, 32 pessoas morreram no primeiro semestre de 2016 por conta da gripe. Este número é superior a quantidade de mortes registradas no decorrer dos anos, desde 2009. O maior número de casos é na Capital, onde nove pessoas perderam a vida, sendo uma por influenza B e oito por H1N1. Em seguida aparece Naviraí com cinco óbitos causados pelo vírus.