A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Consumo (Decon) lacrou na tarde de hoje, em Dourados, posto de combustível que funcionava supostamente de forma clandestina no centro da cidade.
Segundo a polícia, o local estaria com a documentação irregular, realizando comercialização sem autorização e sem equipamentos de segurança necessários.
O espaço está localizado na Rua Floriano Peixoto, entre a Joaquim Teixeira Alves e a Rua Onofre Pereira de Matos e na frente dele tem uma placa da Cooperativa Agropecuária Mista e Industrial ( Copami), que logo abaixo cita os sindicatos dos taxistas e mototaxistas.
De acordo com o Dourados News, do lado de fora é possível ver um terreno coberto com pedras, uma bananeira e uma área coberta com placas de metal em cima e na lateral que ‘esconde’ o comércio de quem passa na rua.
"Quem passa aqui na frente e não sabe, pode não perceber que aqui dentro tem um posto de combustível", alerta o delegado da Decon, Elton de Campos Galindo.
Dentro da área, há uma bomba de combustível com características de equipamento de varejo (usado pelos postos regulares fazerem as vendas), ou seja, com espaço de preço e ‘litragem’, por exemplo, sem os selos expedidos por órgãos de controle. No espaço não há qualquer estrutura de segurança.
MATERIAIS ENCONTRADOS
Um talão de recibo com os valores comercializados no local foi encontrado durante a operação. Conforme a Decon, foi verificado que a Copami teria o Cadastro de Ponto de Abastecimento de Pequeno Porte, porém, não autoriza para venda do combustível, apenas para consumo pelos cooperados, por exemplo.
Também foi encontrado no local talão de recibos assinados e com os valores cobrados pelos abastecimentos. No momento em que a polícia esteve no local dois mototaxistas buscaram abastecer os veículos.
Nenhum representante da empresa estava no posto na hora da operação, apenas um funcionário de 30 anos que entrará no inquérito neste primeiro momento como testemunha.
Para a polícia, ele informou que haveria uma espécie de convênio entre a Cooperativa e os sindicatos para abastecer veículos de taxistas e mototaxistas da cidade.
O funcionário contou que foi orientado a abastecer este público e receber o valor sempre em dinheiro. Também havia no local um tanque de combustível com capacidade para seis mil litros.
VOLUME COMERCIALIZADO
A polícia identificou que eram comprados três mil litros de cada combustível a cada 15 dias, direto das distribuidoras para venda no local.
A perícia foi acionada e foram coletadas amostras do combustível para realização de laudo que ateste se o produto está dentro das normas ou adulterado.
Após as verificações, o local foi lacrado. Se comprovadas as denúncias, os responsáveis vão responder por crimes contra economia e relações de consumo, e, se condenados a pena pode chegar até seis anos de prisão.