Cidades

Flagrante

Acadêmica é presa depois de matar bebê e viajar com corpo na mala

Universitária praticou o crime na sexta-feira e foi presa domingo em SP

Redação

14/06/2016 - 11h00

Acadêmica de 23 anos foi presa em flagrante no último domingo (12) depois de matar por asfixia mecânica a criança recém-nascida e carregar o corpo em uma mala. Era uma menina, com 37 ou 38 semanas, pesando 2,7 quilos.

A jovem, que é Ivinhema, foi presa na cidade de Dracena (SP) depois de dar entrada no Pronto Atendimento Municipal (PAM) com sangramento e cólicas, o que levantou suspeita de possível aborto.

Conforme G1 de Presidente Prudente, polícia foi acionada e médicos informaram que a jovem apresentava quadro clínico de “aumento de volume uterino, sangramento e laceração do colo uterino”. Por conta da gravidade, ela foi transferida do PAM para o setor de obstetrícia da Santa Casa.

Agentes então deram início a investigação e encontraram o corpo de uma recém-nascida, morta asfixiada. Testemunha que acompanhou a acadêmica até o pronto atendimento disse à polícia que desconfiava que a amiga estivesse grávida.

Horas depois, essa testemunha foi até a delegacia e entregou a mala que sua amiga havia deixado no bagageiro de seu veículo. Investigadores abriram e então encontraram o corpo da criança enrolado em toalhas.

Perícia foi acionada e, em seguida, corpo encaminhado ao Instituto Médigo Legal (IML) para exame de necrópsia. Laudo atestou morte por asfixia mecânica.

A garota é de Ivinhema, estudou em Amandina no ano passado, mas trancou o curso e voltou para casa. Todavia, teria retornado a Adamantina (SP) para concluir o processo para retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Presa por infanticídio, ela deixou a Santa Casa e foi encaminhada para a cadeia pública de Dracena, de onde deve ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Se condenada, estudante pode pegar pena que varia de dois a seis anos de detenção.

PASSANDO MAL

A delegada de Defesa da Mulher, Luciana Nunes Falcão Mendes, contou que a polícia conseguiu encontrar a mulher que estava com a universitária na casa em que criança nasceu, em Adamantina.

A testemunha contou que a jovem morava no local desde abril e se trancou no quarto na última quinta-feira (9) com a justificativa de que estava passando mal. Essa amiga teria encontrado marcas de sangue no banheiro, mas ainda assim a estudante garantiu que não estava se sentindo bem por outra razão.

De acordo com a delegada Luciana, a criança nasceu e foi morta na sexta-feira de manhã. No dia seguinte, a universitária viajou para Dracena com o corpo do bebê na mala.

A polícia vai apurar para saber se a morte da menina aconteceu por conta do confinamento na mala ou por outra ação que obstruiu as vias aéreas da criança. A jovem disse que entrou em trabalho de parto e garantiu que não fez manobra abortiva, o que ainda será investigado.

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