Os impasses envolvendo a coleta de lixo em Campo Grande têm impedido avanços relacionados ao cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Atualmente, estima-se que a Capital deixe de reciclar 352 toneladas de lixo diariamente. O número se refere a quase metade das 800 toneladas que a concessionária de lixo, CG Solurb, afirma coletar por dia.
A estimativa foi revelada pela defensora pública da 2º instância, Olga Lemos Cardoso de Marco. “Na verdade, quase 44% do que é levado para o aterro poderia ser reaproveitado”, explica.
Integrante da comissão, formada também por catadores e vereadores, para debater com a prefeitura as deficiências do setor de coleta de recicláveis na Capital, Olga explica que o município está operando muito aquém da capacidade com relação a este assunto. Segundo ela, atualmente, a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR), localizada próximo ao aterro, no bairro Dom Antônio Barbosa, faz o tratamento de apenas 300 toneladas de recicláveis mês, ou seja, apenas 3% do total coletado em 30 dias. “Há inclusive esteiras ociosas”, afirma.
Reportagem de Tainá Jara está na edição de hoje do Correio do Estado