Ruas vazias demonstram o medo da população de Paranhos em retomar a rotina após a morte do policial civil, Aquiles Chiquin Junior, de 34 anos, na noite de quarta-feira (14).
Segundo o prefeito, Júlio César de Souza (PDT), que se reuniu hoje à tarde com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), José Carlos Barbosa, durante o velório do policial, que aconteceu na tarde de ontem, moradores ouviram rajada de tiros. "As pessoas que estavam no velório começaram a se esconder, como querendo se proteger dos tiros”, disse.
Para ele, a segurança do município é uma questão estrutural. “Falta efetivo e apoio do governo federal”, observou.
CLIMA DE INSEGURANÇA
Desde a sexta-feira (10), o toque de recolher em Paranhos é praticado por diversos comerciantes e trabalhadores. A determinação passou a valer depois que três caminhonetes, ocupadas por homens fortemente armados, percorreram diferentes bairros dizendo que a partir das 20 horas o recomendado era ninguém sair ou manter comércio aberto.
A notícia, que passou a se espalhar no boca a boca entre os moradores da cidade de 13 mil habitantes, era que os traficantes "não iriam machucar ninguém que fosse inocente".