Denúncias envolvendo a falta de vacinação contra o vírus Influenza, transmissor da gripe H1N1, continuam se espalhando pela cidade. No início da tarde de hoje, o Portal Correio do Estado recebeu a informação de que enfermeiras do Posto de Saúde São Francisco, localizado no Nova Lima, estariam facilitando a imunização em determinado grupo de pessoas.
Indignada, a operadora de caixa Érika Ajala Quintana, de 27 anos, relatou que, nesta manhã, por volta das 9h, foi até o posto de saúde cumprir Calendário Nacional de Vacinação para a filha de quatro meses, quando uma mulher chegou com duas crianças em busca da vacina contra o H1N1.
“Ela chegou e perguntou para a enfermeira se tinha vacina, a mulher disse que não, ela virou as costas e foi embora com os dois filhos”, contou Érika. Enquanto a mulher esperava a vez para ser atendida, ela conta que um grupo de seis pessoas, sendo um homem e cinco mulheres, chegaram até a unidade acompanhados de uma outra enfermeira da unidade.
“A enfermeira entrou na sala de vacinação na mesma hora que fui chamada. Lá dentro, com a porta fechada, a enfermeira que chegou com o grupo de seis pessoas perguntou para a outra onde estavam as vacinas do H1N1, ela respondeu que estavam na geladeira. A mulher então pegou os frascos, enrolou num guardanapo de papel e saiu”, relatou.
Conforme a operadora de caixa, assim que terminou de vacinar a filha, ao sair da sala, viu que a enfermeira que pegou as vacinas estava em outra sala imunizando o grupo. “Um por um ia saindo da sala. A enfermeira que chegou com eles estava lá dentro”, denunciou Érika ao destacar que ambas enfermeiras estavam de uniforme branco e jaleco.
Das seis pessoas que possivelmente foram imunizadas, cinco eram mulheres, sendo uma de 50 anos e outras quatro mais jovens. O único homem tinha aparência até 30 anos de idade, conforme deduz Érika, mãe de outros quatro filhos, de 10, 7, 3 e 2 anos.
Ao ser informada da denúncia, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou que não é possível faltar vacinas em nenhuma unidade, já que foram repassadas 5.500 doses à Capital.
Ainda conforme a secretaria, o fato será imediatamente encaminhado ao responsável pela pasta, Ivandro Fonseca. A gerente do posto de saúde também será contatada a fim de identificar as enfermeiras que atuavam no local na hora do ocorrido.
Ainda conforme a assessoria da Sesau, a denúncia foi formalizada na ouvidoria e Érika entrará em contato com o órgão para formalizar o caso.
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