Cidades

FORÇA TAREFA

MPF denuncia 12 pessoas por ataques a índios no sul do Estado

Investigação de procuradores durou oito meses

Redação

17/06/2016 - 15h58

Investigação que já dura oito meses resultou em duas denúncias contra 12 pessoas envolvidas em crimes contra os índios Guarani Kaiowá e Ñandeva. O Ministério Público Federal (MPF) ajuízou hoje essas duas apurações na Justiça Federal do Estado.

Essas pessoas foram denunciadas por formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo. Os nomes não foram divulgados porque os processos correm em segredo.

O procurador geral da República Rodrigo Janot instituiu a Força Tarefa Avá Guarani há oito meses para apurar crimes contra as comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

"Os ataques foram cometidos contra indígenas do cone sul do Estado, na região de fronteira com o Paraguai. Jagunços teriam sido contratados e financiados por proprietários rurais para violentar e ameaçar as comunidades", informou nota do MPF.

O trabalho de investigação envolveu oitivas, diligências, fotos, vídeos, buscas e apreensões para reunir provas da atuação de milicianos.

Os conflitos entre fazendeiros e indígenas em Mato Grosso do Sul mataram pelo menos um índio por ano na última década, divulgou o Ministério Público Federal.

NOVOS TRABALHOS

A morte de Clodiodes Aguileu Rodrigues de Souza na fazenda Ivu, em Caarapó, ocorrida na terça-feira (14), foi incluída na investigação da Força Tarefa do MPF. "É uma maneira de dar uma resposta efetiva aos milhares de indígenas vítimas de violência, que poderiam deixar de acreditar na Justiça por causa da impunidade", divulgou informativo do órgão federal.

VÍDEO DIVULGADO PELO MPF DE ATAQUE À COMUNIDADE

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