A guerra entre facções criminosas brasileiras pelo controle do tráfico de drogas e armas no Paraguai, e que causou a morte do megatraficante Jorge Rafaat Toumani, na última quarta-feira, em Pedro Juan Caballero, representa um risco real de aumento da criminalidade no Brasil, colocando a segurança pública em risco. A análise é do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, diante dos indícios de que a execução de Rafaat teria sido feita pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), organização comandada de dentro de presídios de São Paulo, ou pelo Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, ou mesmo pelos dois grupos juntos.
Para policiais paraguaios, há fortes indícios de que o assassinato do barão do tráfico Jorge Rafaat tenha partido do PCC e CV, que há tempos tentam se estabelecer no Paraguai para controlar diretamente o comércio de drogas e armas através da fronteira.
(*) A reportagem, de Thiago Gomes, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.