Advogados paraguaios são investigados na morte do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, na quarta-feira (15), em Pedro Juan Caballero. Os irmãos Juan Carlos e Calixto Quiñónez Díaz deram suporte ao atirador e, um mês antes, negociam liberação de aviões pertencentes ao desafeto Jarvis Chimenes Pavão. Região tem novo “comandante”.
Vínculo com a rede criminal, conforme o jornal ABC Color, foi reforçada com o resgate do atirador brasileiro Sergio Lima dos Santos, 34 anos, responsável por operar fuzil antiaéreo que matou Rafaat. Integrante do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, ele segue internado com lesões graves em hospital privado de Fernando de La Mora.
Para auxiliá-lo, os advogados alegaram razões humanitárias. Eles ainda defendem Nilson Acosta Pérez e Isabelino Martínez Martínez, que esconderam Toyota Fortuner com arma calibre .50 em construção pertencente ao narcotraficante preso em Tacumbú, Jarvis Chimenes Pavão.
Um mês antes, Juan Carlos e Calixto buscavam liberar quatro de 22 aeronaves apreendidas há um ano pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) no aeroporto de Pedro Juan Caballero. Elas seriam parte da frota de Pavão, que figura como um dos mandantes da morte de Rafaat e aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC).
DISPUTA POR PODER
Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, foi emboscado na semana passada a cem metros de esvaziado quartel de polícia no cruzamento da Avenida Teniente Herrero com a Rua Elisa Lynch, em Pedro Juan Caballero. Uma das teorias considera outorga de permissão dos agentes ao ato da organização criminal, enquanto eles apontam venda do chefe por guarda costas ao deixá-lo sozinho durante o ataque.
Há dois anos, Raffat havia sido condenado por narcotráfico pela Justiça Federal brasileira a 47 anos de prisão em regime fechado e pagamento de multa de R$ 403,8 mil. Conseguiu Habeas Corpus para responder em liberdade, enquanto chefiava operações no Brasil, Paraguai e Colômbia.
Investigações apontam Jarvis Chimenes como um dos mandantes do crime. Ele teria se aliado ao Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) para controlar o tráfico de drogas e armas na fronteira. Brasileiro de 32 anos, conhecido como “Galán”, seria responsável por outro atentado frustrado em março e assumiu controle da região de Pedro Juan Caballero.