Professor de artes, Fábio Vaz, denunciou agressão de um aluno, de 14 anos, dentro de sala de aula em escola estadual localizada no bairro Santa Terezinha em Três Lagoas. Adolescente teria usado uma pistola de cola quente para queimar um colega de sala e o braço do professor na sexta-feira.
Fábio disse ao Portal Correio do Estado que voltou a dar aulas na sexta depois de passar 10 dias de atestado por conta de uma pneumonia. Aos alunos, ele passou uma atividade relativa a festa junina, onde os adolescentes faziam colagens com comidas típicas, como milho, utilizando duas pistolas de cola de quente.
Ao fim da atividade, as pistolas foram deixadas em uma mesa próxima ao quadro para que esfriassem, enquanto o professor auxiliava outro aluno no meio da sala. Adolescente aproveitou que ele estava de costas, pegou uma das pistolas, queimou um colega de sala e, em seguida, o braço do docente.
“Ele é rebelde e fez por maldade, porque não precisava disso, e ainda deu risada. Foi um caos, porque depois ele não queria sair da sala e precisamos chamar outros professores para ajudar”, disse Fábio.
Ainda segundo Fábio, de imediato ele procurou a diretoria da escola para registrar reclamação e pedir providências e foi informado pela direção que o aluno será transferido, devido a já ter sido penalizado com advertências e suspensão anteriormente.
Professor tentou registrar boletim de ocorrência online, mas pelo fato de ter sido agredido, precisa registrar o fato pessoalmente. Segundo ele, amanhã pela manhã irá até a Delegacia de Polícia Civil fazer o boletim.
“Quero que ele seja punido de preferência com pena sociais, como cesta básica ou atividades sociais. Não quero que seja preso, mas responsabilizado”, disse.
Ainda conforme o professor, um dos principais motivos para a denúncia é chamar a atenção para a realidade de muitos professores em salas de aula.
“Professores ganham pouco e são pouco valorizados. Várias pesquisas mostram que nós sofremos agressão e muitas vezes fica por baixo do pano, as pessoas não denunciam, não comunicam”, afirma o professor, acrescentando ainda que esta é a primeira vez que é agredido em sala.
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