Sobrecarregado com agendas pré-eleitorais a prefeito, Marcos Alex (PT), pode deixar presidência da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande. Isso porque também comanda a CPI da Vacina, que apura suposto sumiço de doses contra H1N1 em postos de saúde do município.
“É uma questão a ser avaliada. Temos que abrir mão de algo, mas a CPI da Vacina é obrigatório [continuar]”, pontuou Marcos Alex, que tenta convencer seu partido de que pode ser candidato a prefeito nesse ano.
Depois de pressões internas, a Comissão de Ética retoma hoje seus trabalhos. Composto por cinco vereadores, tendo três também nomeados na CPI da Vacina, o grupo precisa tirar da letargia processo contra Luiza Ribeiro (PPS). A ação está parada há mais de sete meses.
Na comissão, a vereadora responde por quebra de decoro parlamentar, depois de acusar ex-prefeitos de pagar propina a vereadores. Mesmo sem provas, seu depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) vazou. Ela já apresentou defesa e aguarda parecer.
O Portal Correio do Estado apurou que Luiza Ribeiro pode ser punida com advertência, uma vez que afastamento já foi descartado no fim do ano passado e não se cogita cassação de mandato.