Está prevista para o próximo mês a implantação do estacionamento rotativo pago, mais conhecido como “Zona Azul”, no centro de Três Lagoas. O sistema será controlado pela empresa Central Park, de Mogi Mirim (SP), vencedora da licitação.
De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Milton Gomes da Silveira, o contrato com a empresa aconteceu no mês passado e o processo de implantação do sistema deve ser rápida. “A empresa precisará instalar somente as placas e repintar a sinalização horizontal. A estimativa é de um investimento de R$ 400 mil. Fora a questão de aquisição de equipamentos e contratação de pessoal”, explicou.
A projeção é que uma média de 15 a 18 pessoas sejam contratadas para a área de fiscalização.
A Zona Azul contará com um total de 2,7 mil vagas. Destas a maioria, duas mil, serão para automóveis. O secretário explicou que está prevista a ampliação do estacionamento para mais três mil vagas em uma segunda etapa. “Isso [ampliação] vai depender da evolução do sistema. A previsão é que a ampliação ocorra em um ano”, completou.
Os preços definidos são R$ 1,60 para carros e R$ 0,6, motos por hora. De toda a arrecadação com o estacionamento, 27% terá de ser repassado para a prefeitura. O recurso, explicou Milton, será utilizado para melhorias no trânsito.
Neste mês, a empresa deu início ao processo de instalação de um escritório em Três Lagoas. O imóvel já foi locado e as placas de sinalização, adquiridas. O próximo passo será a realização de uma campanha para orientar condutores sobre o funcionamento do serviço.
“O sistema de cobrança vai ser totalmente eletrônicos. Os créditos serão adquiridos por cartões ou aplicativos de celular, além de pontos de venda. A fiscalização vai ser feita pelas placas dos veículos. Não tem papel”, explicou.
FALTA VAGA
A falta de vagas na área central é uma reclamação antiga da população. Três Lagoas possui uma das maiores frotas de Mato Grosso do Sul, proporcionalmente ao número de habitantes. Hoje, estima-se que a cidade conte com uma frota de 75 mil veículos, sem contar a frota flutuante (veículos com placas de outras localidades). “A falta de vagas sempre foi uma reclamação. Em dias de maior movimento, como aos sábados ou início de mês, realmente é muito difícil estacionar. É claro que há quem não concorde, principalmente os trabalhadores do comércio. Mas os usuários em geral, aprovam”.
O processo de implantação do sistema de estacionamento rotativo pago foi iniciado em 2014. Desde então, três licitações foram abertas, sendo duas delas canceladas pela prefeitura para readequações, e a última, suspensa pela Justiça. Em abril, uma nova licitação foi aberta, que resultou no contrato com a empresa de Mogi Mirim, vencedora do certame.