Conduzir a tocha olímpica durante o revezamento tradicional nas cidades do país que receberá os jogos é motivo de emoção e orgulho para muita gente, mas para o jornalista Cleidson Lima, a oportunidade de levar a chama olímpica pela cidade representou uma total mudança de vida.
Além de escrever semanalmente para o Correio do Estado no caderno de informática, Cleidson é conhecido em vários lugares do Brasil e até fora daqui por ter fundado o primeiro Museu do Videogame Itinerante.
O jornalista conta que o convite para conduzir a tocha veio em setembro do ano passado, poucos meses antes, a saúde já dava indícios de que o sedentarismo precisaria acabar.
“Seis meses antes do convite eu fui parar no pronto-socorro com um princípio de infarto, eu não fazia nenhuma atividade e saúde não estava boa”.
A oportunidade de levar o fogo olímpico fez com que Cleidson mudasse totalmente os hábitos. Corridas, caminhadas e mudança na alimentação deram lugar ao estresse da rotina. “Contratamos até um personal para ajudar nessa adaptação”.
Hoje o jornalista está 15 quilos mais magro do que quando recebeu o telefone do comitê organizador dos jogos. “A tocha foi a grande incentivadora e vou continuar com a vida saudável”.
Cleidson conduziu a tocha, assim como outras 149 pessoas na cidade, por 200 metros, dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). “Foram os três minutos mais longos da minha vida”.