Osupercomputador Santos Dumont, inaugurado em janeiro deste ano no Laboratório Nacional de Computação Científica, região serrana do Rio de Janeiro, foi desativado por falta de dinheiro para pagamento das contas de luz.
O equipamento, considerado o maior da América Latina, custou R$ 60 milhões e tinha gasto mensal de R$ 500 mil em energia, mas o orçamento da unidade não obteve reajuste do governo. O valor das contas passou a consumir 80% dos recursos do laboratório, tornando impossível manter o funcionamento integral do supercomputador.
Pesquisas sobre zika, pré-sal e a doença de Alzheimer estão paralisadas desde maio, quando o equipamento precisou ser desligado. Embora ocupe apenas 380 metros quadrados, o computador consome energia equivalente a um bairro com três mil famílias.
Augusto Gadelha, diretor do LNCC, declarou à CBN que seis pesquisas estão atrasadas e outras 75 aguardam na fila para serem iniciadas. “Diante da imprevisibilidade de chegada dos recursos para a energia elétrica, decidimos desligá-lo”, explicou.