A prisão do ex-procurador do Ministério Público Estadual (MPE) Carlos Alberto Zeola, 51 anos, na última sexta-feira, poderia ter sido feita desde o dia 7 de abril, quando o mandado de prisão contra ele foi expedido pela 7ª Vara Criminal. É o que informou a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Cristiane Mourão, que garantiu que a ordem não foi emitida na sexta, como foi divulgado.
"O juiz (da 7ª Vara Criminal) acatou posicionamento do Ministério Público para decretar a prisão, isso, no começo de abril. A Polícia Civil deixou essa ordem sem ser cumprida durante dois meses", sustentou a coordenadora, que negou qualquer tipo de "blindagem" por parte do MPE ao ex-procurador.
Sem saber explicar por que a polícia não teria cumprido o mandado há mais tempo, Mourão afirmou que, devido à demora, o Gaeco resolveu efetivá-lo, "justamente porque entendeu que prisão era necessária e ele (Zeola) não poderia ficar solto", enfatizou, garantindo que não existe nenhum tipo de proteção ao preso pelo fato de ele ser procurador aposentado e ainda relata que "o primeiro lugar a que o Gaeco foi depois de ter feito a prisão foi a uma delegacia", referindo-se à 3ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro Carandá Bosque, a mais próxima da casa de Zeola.
Reportagem de Lucia Morel está na edição de hoje do Correio do Estado.