A exposição que começa hoje, às 19h30min, no Espaço Energia – Avenida Afonso Pena, 3901 –, é uma boa oportunidade para conhecer a diversidade de propostas e técnicas originárias dos artistas plásticos locais. A intenção da curadora Yara Penteado foi fazer uma panorâmica a partir de um ponto comum entre todos: a ruptura com os padrões vigentes na época em que as obras foram produzidas.
“São artistas que apostam em uma nova linguagem, em ruptura, nem que isso fosse realizado de uma forma pequena. No geral, a arte tem que transgredir, e isso é possível perceber em todos os participantes”, explica Yara. As obras escolhidas presentes na coletiva são de Genesio, Beto Lima, J. Pantaneiro, Edson de Castro, Jussara Stein, Priscilla Pessoa, Vera Lane, Daltro, Vânia Pereira, Rubén Dario, Iber e Ton Barbosa.
Na avaliação de Yara, entre os trabalhos expostos, é possível perceber talentos de gerações bem diferentes. O público pode, por exemplo, entrar em contato com duas obras de Beto Lima, artista morto no começo da década passada, que ficou conhecido em Mato Grosso do Sul por sua telas enfocando elementos do cotidiano de forma personalizada. “Suas obras são marcantes. Ele ficou conhecido pelas séries dos gatos, das bicicletas e das flores. Vamos mostrar um Nosferatu, o vampiro, que ele produziu”, destaca a curadora. Por outro lado, o evento abre espaço para o artista Daltro, de Corumbá, representando os artistas que surgiram na cena artística do Estado mais recentemente.
“Ele tem um trabalho muito forte, que merece ser conhecido”, enfatiza Yara.
As obras da exposição fazem parte do acervo de Wenceslau Carlos de Oliveira, mineiro que, ao longo de 30 anos, mantém um ateliê em Campo Grande.