Com problemas financeiros responsáveis por dívidas que hoje chegam a R$ 500 mil, a unidade do Hospital de Câncer de Barretos em Campo Grande, localizado no bairro Aero Rancho, espera que parceria entre a prefeitura da Capital e o Estado salve o hospital do fechamento. Ontem, a primeira reunião para tratar sobre o assunto foi realizada.
No início deste mês, a direção do Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, que coordena o hospital, pediu ajuda ao Ministério Público Estadual (MPE) para que convênio entre as secretarias municipal e estadual de saúde pudessem ser viabilizadas. Com isso, pacientes do SUS seriam atendidos na unidade.
A promotora Filomena Depólito Fluminhan, da 32ª Promotoria de Justiça, é quem acompanha o processo. Para justificar o pedido de parceria, o hospital apresentou ao MP balanço dos procedimentos realizados desde a inauguração, em 2014, e números do Instituto Nacional de Câncer (Inca) que revelam a situação da doença em Mato Grosso do Sul.
A reportagem teve acesso ao balanço e os dados mostram que só no ano passado foram feitos 7,5 mil procedimentos de exames preventivos e 6,8 mil mamografias. As consultas, além da unidade, também são feitas na carreta do hospital, que percorre bairros da cidade. Somando todos os procedimentos, foram mais de 34 mil só em 2015.
No documento encaminhado ao MPE, a direção do hospital afirma que precisa de recursos para inaugurar alas da unidade que ainda continuam inativas.
“Necessitamos de imediato de aumento no quadro de funcionários, que atualmente encontra-se inferior ao projeto inicial, além de insumos e materiais médicos hospitalares destinados a prestação destes novos exames, o que implica mais uma vez em recursos financeiros”.
No encontro de ontem, representantes do Conselho Municipal de Saúde apresentaram posicionamento favorável a parceria, mas segundo o integrante do conselho, Sebastião Júnior, o poder público só compará da unidade os serviços complementares, ou seja, o que não é fornecido pelo sistema público.
Ainda segundo o conselheiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) terá de acompanhar os serviços prestados pelo hospital a prefeitura e ao Estado. A reposta oficial do conselho sobre a parceria deve ser divulgada nos próximos dias e a partir daí o processo será tocado pela Sesau e SES.