Em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30), o Núcleo de Pesquisas Econômicas (NPE) apontou uma variação de 14% no preço dos combustíveis em postos de Três Lagoas. Para a pesquisa, com base nas informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram analisados os valores praticados por 17 postos de combustíveis da cidade, além dos preços praticados em outras cidades de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o estudo, o etanol é o combustível com maior variação de um posto para outro, 31%, podendo ser encontrado a R$ 2,59 ou até a R$ 3,38. Em segundo lugar com maior variação de preços, aparece o diesel comum, 10% (preço mínimo de R$ 3,14 e máximo de R$ 3,44). Já a gasolina comum e o diesel S-10, aparecem empatados, ambos com uma variação de 9% de um estabelecimento para outro. A gasolina comum, apontou a pesquisa, pode ser encontrada a R$ 3,49 e a R$ 3,79. Já o S-10 varia de R$ 3,24 a R$ 3,53.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é levado em consideração um conjunto de fatores que interferem no valor do combustível na bomba, como os impostos que tem frações percentuais que podem ser elencadas assim como a parcela dos: (31%) CIDE e PIS/PASEP (10%) o ICMS (28%) Custo do Etanol-Hidro (13%) e a distribuição e revenda dos produtos (18%), conforme a ANP e a Petrobras (2015).
COMPARAÇÃO
A pesquisa também comparou o preço praticado em Três Lagoas com os das outras três maiores cidades de Mato Grosso do Sul. A cidade ficou em segundo lugar no ranking de preços, atrás somente de Campo Grande, cujos preços são, em média, 6% mais baratos. Na capital, o valor médio da gasolina, por exemplo, é de R$ 3,41.
Já em comparação os preços praticados pelos postos situados em Castilho, na divisa entre os estados de MS e São Paulo, o combustível chega a ser 11% mais barato do depois de cruzar a ponte sobre o rio Paraná. Do lado paulista, a gasolina custa R$ 3,44 em média, diferença de R$ 0,20. “Isso se deve a questão tributária dos estados e decorrente dos preços das distribuidoras de combustíveis”, concluiu o estudo.