Em meio às diversas estratégias para fazer com que a cocaína boliviana chegue aos centros consumidores, traficantes resolveram usar as dificuldades humanas para aliciar “mulas” (transportadores).
Depois de terem utilizado shampoos, sucos, massas de bolo e outros disfarces para driblar a fiscalização policial ao longo das rodovias, eles agora estão usando pessoas com doenças graves, algumas até viajando em transporte público, para carregar a droga.
O novo esquema foi detectado em Corumbá, porta de entrada da cocaína que vem do país vizinho, onde pelo menos quatro pessoas portadoras de doenças foram denunciadas à Justiça por estarem colaborando com o tráfico.
Para isso, traficantes apelavam para as necessidades financeiras dessas pessoas e também o argumento de que, caso fossem presas, não ficariam muito tempo na cadeia em decorrência do estado de saúde.
A 6ª Promotoria de Justiça de Corumbá instaurou investigação para apurar o caso.
*Leia reportagem, de Thiago Gomes, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.