As obras de asfalto e drenagem das ruas do Jardim Panorama, em Campo Grande, são alvo de investigação do Ministério Público Estadual desde 2012, mas agora, por pedido do próprio MP, os gastos devem ser auditados e fiscalizados pela Câmara Municipal com auxílio do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A obra em questão começou em julho de 2011, na época da gestão do então prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), e tinha que ser finalizada em 90 dias, mas acabou se estendendo até o mês de outubro de 2014, ou seja, mais de 3 anos.
Vencedora da licitação que inicialmente estava orçada em R$ 1,9 milhão, a MG Construtora não terminou os trabalhos, que acabaram sendo finalizados pelas empresas Pavitec e Wala Engenharia, ambas alvos de apuração da Operação Lama Asfáltica. No total, a obra custou aos cofres públicos praticamente R$ 5 milhões.
Diante dos gastos excessivos e do atraso, em 2012 o Ministério Público abriu investigação para apurar a obra, mas poucos meses depois o inquérito acabou sendo arquivado.
No começo deste ano, em janeiro, o promotor Fernando Martins Zaupa reabriu o procedimento de investigação e encaminhou ofício para que o presidente da Câmara Municipal, João Rocha (PSDB), fiscalize os gastos com a obra. No pedido, o promotor pede que o TCE auxilie a Casa da Leis na auditoria das contas para que se descubra, de fato, o quanto foi gasto para asfaltar o bairro.
Na época da primeira investigação, a prefeitura respondeu ao MP que a demora em concluir as obras se deu por conta de atraso nos repasses do Governo Federal e por conta das chuvas.
Agora, com a retomada da apuração, a prefeitura deve ser novamente questionada e toda documentação dos trabalhos investigada.