Cidades

LUTA PELA VIDA

Bebê com doença grave depende de cirurgia de R$ 2 milhões para sobreviver

Criança nasceu na sexta-feira (15) no Hospital Regional, na Capital

Redação

20/07/2016 - 19h07

Marya Alice, de apenas cinco dias, nasceu no Hospital Regional de Campo Grande com a doença gastrosquise, que é caracterizada pela presença de uma abertura na região abdominal, tornando possível a extrusão (saída) de vísceras abdominais, como estômago e intestino.

Um dia após o parto, a bebê foi submetida a cirurgia para abertura da barriga, já que a mesma havia sido fechada e o intestino tinha sido estrangulado.

A gestação da mãe, Alice, uma adolescente de 15 anos, ocorreu normal até o último mês, quando a doença foi descoberta.

“Os médicos viram que a barriguinha dela estava aberta e que tinha uma malformação. Na hora do parto os médicos ficaram felizes porque a abertura havia se fechado, mas essa alegria durou pouco”, contou a manicure e avó da bebê, Mara Alice do Nascimento Centurião, de 41 anos.

Ao Portal Correio do Estado, Mara explicou que já na primeira mamada a menina começou a vomitar. “Foi quando os médicos perceberam que, com o fechamento da barriga, o intestino foi estrangulado e necrosado”.

No segundo dia de vida, Marya foi submetida a cirurgia para abrir a barriga. “Foi preciso retirar quase todo o intestino dela, ficou apenas uma parte muito pequena”, detalhou a avó.

MAIOR NECESSIDADE

Atualmente a bebê se alimenta por sonda, usa colostomia (procedimento cirúrgico que consiste em abertura na parede abdominal, temporária ou permanente, onde é ligada uma terminação do intestino pela qual as fezes e gases são eliminados) e precisa fazer transplante de intestino, que é realizado apenas nos Estados Unidos, conforme a assessoria de comunicação do Hospital Regional.

Antes do transplante, Marya deve ser encaminhada para São Paulo ou Rio Grande do Sul, onde passará por tratamentos específicos e então encaminhada para o transplante em terras estrangeiras.

Mara, avó, e Alice, mãe da bebê, são de Bandeirantes e estão hospedadas em Campo Grande na casa de um familiar. “Vamos ficar aqui até conseguirmos o transplante, já que a bebê não pode sair do hospital”, reconheceu Mara.

A família precisa de ajuda para que a recém nascida possa fazer o procedimento. O valor do transplante gira em torno de R$ 2 milhões. Segundo o Ministério da Saúde, há atendimento para casos da bebê.

SUS

"O Ministério da Saúde informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) presta assistência a pacientes que, como Marya Alice, sofreram perdas intestinais congênitas ou adquiridas. O atendimento inclui a reabilitação intestinal e o transplante de intestino ou multivisceral. A avaliação do paciente com falência intestinal é feita em Centro de Referência Especializado", informou nota.

A pasta ainda divulgou que irá disponibilizar o email [email protected] para que servia de canal direto de comunicação às famílias que tenham parentes com essa doença. Por meio dele poderá ser solicitado informações sobre o atendimento.

DOAÇÕES

Quem quiser ajudar a família, que vai precisa de dinheiro para viajar para se manter no período que a bebê fizer a cirurgia, pode falar com a avó da criança. 

“Os médicos falaram que sem o transplante ela não sobrevive. O intestino que sobrou é muito pequeno e a cirurgia não pode demorar muito tempo para ser feita”, finalizou.

A família de Marya deixou a conta abaixo para quem quiser ajudar com qualquer quantia.

Banco Caixa Econômica Federal

Ag:1568

Operação: 023

Poupança: 00004065 – 8

Mara Alice do Nascimento Centurião

*Matéria atualizada em 26/07/2016, às 19h05, para acréscimo de informações.

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