Carros livres de cigarro, com balinha, carregador de celular e motorista em traje social. Para prevenir a chegada de serviços remunerados de passageiros em veículos particulares, como o Uber, a Coopertáxi iniciou hoje operação premium sem custo adicional em Campo Grande.
“Aqui ainda não tem [o Uber], mas 30% dessa mudança vem dessa preocupação e os outros 70% de reclamações que recebemos dos passageiros. É uma mudança de cultura permanente e sem custo adicional na corrida”, explicou o presidente da cooperativa, Flávio Panissa.
Na nova modalidade, conforme apurou o Portal Correio do Estado, os veículos precisam ter no máximo dois anos de fabricação, sendo vedados motoristas fumantes, uso de chinelo, boné e barba por fazer. Foram adaptados 10 dos 300 carros operados pela cooperativa, havendo projeção de renovação de metade da frota até dezembro.
Marlos Rogério do Amaral, 39 anos, já integra o serviço premium. Taxista há 16 anos, ele pontuou que a mudança não apenas combate a entrada de outras modalidades de transporte, como também leva os profissionais a melhorar o serviço pela concorrência criada na própria categoria.
Regra do serviço, no entanto, limita os profissionais ao atendimento de chamadas por aplicativo ou call center da própria cooperativa, assim como telefone do ponto de táxi. Há necessidade de se informar a preferência por “táxi premium” e podem ocorrer atrasos pela limitação de veículos.
Para o presidente do Sindicato dos Taxistas de Mato Grosso do Sul, Bernardo Quartim, a proposta é boa e deve agregar de forma positiva para os usuários de táxi. “A diretoria da Coopertaxi construiu essa categoria para que pudesse ter esse profissional diferenciado. A tendência não é ter duas categorias, e sim, num futuro, padronizar o serviço”, avaliou o sindicalista.