Com obras suspensas desde novembro do ano passado, a construção da cadeia feminina da Capital, na área da Colônia Penal Agroindustrial da Gameleira, continua parada e sem previsão de término. Hoje o Governo do Estado prorrogou mais uma vez o contrato que possui com a empreiteira Selco Engenharia.
As obras foram paradas pela primeira vez em novembro, quando técnicos da Caixa Econômica Federal e do Departamento Penitenciário Federal (Depen) vistoriaram a construção e encontraram fissuras nas vigas de sustentação do prédio. Na época, a obra foi paralisada por 120 dias.
No começo deste ano o Governo do Estado afirmou que perícia seria feita para avaliar a gravidade dos problemas encontrados e nortear as alterações que fossem necessárias para o prédio ser finalizado.
Oito meses se passaram desde a paralisação dos trabalhos e a descoberta dos problemas e nada foi feito. Hoje, no Diário Oficial do Estado (DOE), a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) publicou mais uma prorrogação do contrato, novamente pelo prazo de 120 dias.
Com isso, o término da cadeia que abrigará 407 presas continua indefinido. Outros duas unidades penais masculinas também serão construídas na mesma área, uma das obras está em andamento. A expectativa é abertura de 1,6 mil vagas para desafogar o sistema carcerário do Estado. As três obras foram orçadas em R$ 52 milhões.
A reportagem tentou mais detalhes sobre o motivo da obra continuar paralisada, mas foi informada pelo Governo do Estado que apenas o Depen fala sobre o assunto. A assessoria de imprensa do departamento só funciona no período da tarde.