Seis advogados de defesa de investigados na Coffee Break estimaram, para o fim do ano, posicionamento do Tribunal de Justiça quanto a denúncia de compra e venda de voto de vereadores durante processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP). Isso porque o grupo recebeu mais prazo, depois do Ministério Público sonegar informações relativas à investigação.
Três meses, conforme André Borges, seriam necessários para se avaliar denúncia contra os 24 políticos e empresários denunciados na Coffee Break. A estimativa considera extensão de prazo para parecer do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Luiz Cláudio Bonassini da Silva.
Omissão de dados e mídias, coletadas durante investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), concederam aos advogados mais 15 dias para complementar defesa prévia dos envolvidos. Já o Ministério Público terá outros cinco dias.
Defensor de Airton Saraiva (DEM), Fábio Trad reforçou existência de vícios, adjetivos e xingamentos na denúncia, configurando crime contra a honra. Já André Borges, que representa Otávio Trad (PTB), classificou a Coffee Break como “panfleto político”.
Jail Azambuja, defensor do prefeito afastado Gilmar Olarte e do pecuarista Luiz Pedro Guimarães, ressaltou que “excesso de poder de denunciar do Ministério Público” pode transferir ao governo estadual responsabilidade no pagamento de danos morais aos clientes.
DENUNCIADOS
A lista de denunciados por associação ao crime e corrupção ativa inclui Gilmar Olarte, prefeito afastado de Campo Grande; João Alberto Krampe Amorim dos Santos, empreiteiro; João Roberto Baird, empresário do setor de informática; Mário César Oliveira da Fonseca, vereador; Fábio Portela Machinsky, ex-comissionado da prefeitura; José Airton Saraiva, vereador; Flavio César Mendes de Oliveira, vereador.
Na acusação de associação ao crime estão André Puccinelli, ex-governador; Nelson Trad Filho, ex-prefeito; Luiz Pedro Gomes Guimarães, pecuarista; Raimundo Nonato de Carvalho; André Luiz Scaff, ex-secretário da prefeitura e servidor da Câmara; Carlos Eduardo Belineti Naegele, empresário.
Outras pessoas estão ligadas ao crime de corrupção passiva com infração de dever funcional. Neste caso estão os vereadores Edil Albuquerque, Carlos Augusto Borges, Edson Shimabukuro, Eduardo Romero, Gilmar Nery de Souza, Jamal Salem, João Rocha, José Alceu Padilha Bueno (renunciou), Otávio Trad, Paulo Siufi e Waldecy Batista Nunes.