Entidades representativas de sindicatos farão ato na terça-feira (16) em Campo Grande por conta do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos. Força Sindical, CUT, CTB e CSB organizam a manifestação, que terá como evento central audiência pública na Assembleia Legislativa, às 14h.
Em julho, reunião feita em São Paulo definiu que haveria eventos em todas as federações do país neste 16 de agosto. Nesse mesmo encontro também foi elaborado documento pontuando as mudanças que o governo federal pretende fazer na área dos direitos trabalhistas e na previdência social.
Um dos pontos defendidos pelas centrais é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a redução dos juros.
“A situação no Brasil está muito crítica. Nossa economia apresenta um quadro dramático com juros altos, inflação, insolvência de empresas e uma taxa de desemprego prestes a ultrapassar 12 milhões de trabalhadores”, pontuou Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.
Não está descartada a realização de carreata ou passeata no Centro de Campo Grande na próxima terça-feira. O presidente regional da CUT, Genilson Duarte, comentou que deve haver distribuição de panfletos em vias públicas.
MUDANÇAS EM DISCUSSÃO
O governo federal discute pauta para alterações na flexibilização das relações de trabalho e alterações no sistema previdenciário como proposta para superar o atual cenário de crise.
O documento elaborado em 26 de julho de 2016 pelas centrais sindicais apontou as seguintes questões:
- alterações da idade mínima para aquisição do direito à aposentadoria;
- a desvinculação dos benefícios previdenciários dos reajustes concedidos ao salário mínimo;
- a equiparação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres;
- o nivelamento do tratamento previdenciário entre trabalhadores/as urbanos e rurais;
- a incorporação do Ministério da Previdência Social ao Ministério da Fazenda;
- fortalecimento das negociações coletivas como instrumento para o avanço das condições legalmente previstas;
- redução da taxa de juros que viabilizem a retomada do crescimento industrial;
- redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;
- retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la;
- retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás e o Pré-Sal;
- destravamento do setor de construção, através de instrumentos institucionais adequados, que garantam a manutenção das atividades produtivas e dos empregos nas empresas do setor;
- criação de condições para o aumento e manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação;
- adoção e aprofundamento de políticas que deem sustentação ao setor produtivo, de adensamento das cadeias e reindustrialização do país, com contrapartidas sociais e ambientais; e
- incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de produção, consumo, emprego, renda e inclusão social.