A ex-primeira dama de Campo Grande Andréia Olarte (Pros) ficou de fora da eleição para vereador neste ano. Ela cogitava concorrer ao cargo e tinha deixado para fazer seu registro no último dia, junto com o partido.
Mas pela manhã, ela foi presa durante operação do Grupo Armado de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ela e o marido, o prefeito afastado da Capital Gilmar Olarte (Pros), são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.
O Gaeco identificou que entre março de 2014 e agosto de 2015, período que Olarte comandou a prefeitura, vários imóveis foram adquiridos pela então primeira-dama. O corretor de imóveis Ivamil Rodrigues e o empresário Evandro Farinelli participavam do esquema e também foram detidos.
Quem confirmou que Andreia não foi relacionada na documentação de registro de candidaturas para o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) foi Luiz Pedro Guimarães, candidato a prefeito da Capital pelo Pros.
"O nome dela não está na relação", disse. Ele ainda disse que a candidatura dela não estava sendo nem cogitada.
Contudo, Andreia já vinha atuando para fixar seu nome. Quando foi presa pela manhã, hoje, chegou a dizer que sua detenção era ato político. "Perseguição política, perseguição política. Eu ia ser candidata a vereadora. Estão me prendendo hoje. (Eles) não têm nada contra mim", gritou Andreia antes de ser colocada em viatura do Gaeco.
Mesmo detida, ela poderia ser registrada porque o setor jurídico do partido poderia realizar a formalização.