Desde que a eleição direta nas capitais foi autorizada, em 1985, Campo Grande vai escolher neste ano o nono prefeito. Mas o cargo foi ocupado por apenas cinco políticos, que se revezavam até aprovação da reeleição, em 1997. André Puccinelli (PMDB) e Nelsinho Trad (PMDB na época e hoje PTB) tiraram proveito desse benefício constitucional, foram reconduzidos ao cargo e, juntos, ficaram 16 anos no poder.
Amanhã, será dada a largada de mais uma campanha eleitoral, com o prefeito Alcides Bernal (PP) colocando em jogo o seu mandato, por estar concorrendo à última reeleição. O Congresso Nacional acabou com esse direito em 2015, para todas as esferas – Presidência da República, governos estaduais e prefeituras.
A partir de amanhã, 15 candidatos disputarão no corpo a corpo o voto do eleitor. É número recorde de políticos concorrendo à prefeitura da Capital. Nunca, na história política de Campo Grande, houve tantos interessados em se sentar na cadeira de prefeito de uma cidade vivendo caos administrativo, político e crise financeira.
Reportagem de Adilson Trindade está na edição de hoje do Correio do Estado.