Sobrecarga de trabalho é dos relatos mais comuns entre recreadores de Centros de Educação Infantil (Ceinfs) de Campo Grande. Pais, alunos e o sindicato da categoria relatam situação precária, que, ao que tudo indica, começou a ocorrer nos últimos três anos. Necessidade de afastamento de profissionais para tratamento de saúde e o processo de demissões de terceirizados é o que agrava a situação.
De acordo com Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba-MS), o recomendado é que cada recreador seja responsável por oito crianças. Além disto, cada turma deve contar com uma equipe de pelo menos dois recreadores e um professor. Entretanto, não é esta a realidade verificada nos Ceinfs.
A presidente do Senalba, Maria Joana Barreto, afirma que reclamações com relação a sobrecarga de crianças são recorrentes, principalmente, desde o início do ano. “Tive relatos de recreadora que ficou sozinha com 30 crianças”, explica. Conforme ela, o número recomendado passou a ser desrespeitado nos últimos três anos.
Reportagem de Tainá Jara está na edição de hoje do Correio do Estado.