Depois de decisão judicial determinar a saída dos catadores de materiais recicláveis do Aterro Sanitário de Campo Grande, localizado no Bairro Dom Antônio Barbosa, no dia 29 de fevereiro deste ano, o lixão do Bairro Noroeste virou foco dos trabalhadores, que viram no lugar a oportunidade de continuar trabalhando.
Em relação aos que atuavam no aterro, o número de catadores que trabalha no Bairro Noroeste é menor. Dos cerca de 700 trabalhadores, apenas 15 foram para o lixão do outro bairro. Isso porque, sem trabalho, a maioria não tem dinheiro para o transporte.
Antes do aterro sanitário fechar, o Noroeste contava com cerca de 100 catadores. Hoje, o aterro recebe 30% a mais, ou seja, aproximadamente 130 pessoas trabalham no local.
Por dia, cada catador consegue tirar por volta de R$ 70 no "novo" aterro. "Tiramos menos da metade do que tirava no Dom Antonio Barbosa", explicou Luiz Henrique Berrocal ao destacar que, atualmente, sem trabalho, a maioria das famílias estão vivendo de doações.
Conforme Luiz Carlos Cobalchini, coordenador do Fórum Municipal do Lixo Cidadania, 300 mil quilos de material diário estão sendo soterrados. "Foram feitos vários pedidos. Até agora, está tudo na mesma situação, tudo parado nada resolvido, famílias vivendo de doação de sacolão".