A Justiça negou o recurso feito pela defesa de Júnior Flazinho Antônio Garay e manteve a denúncia de homicídio qualificado pela morte de Vinicius Campos dos Santos.
Garay e o comparsa, Ivan Felipe da silva Dias, armaram emboscada para matar o jovem porque ele estava se relacionando com a ex-namorada de Dias. O crime aconteceu em 2014.
Conforme a denúncia, o crime é qualificado em "motivo fútil" por ter sido causado pelo fato de a vítima "ter mantido um relacionamento amoroso com a ex-companheira do denunciado Ivan Dias".
Outra qualificadora é a de "meio cruel na execução do crime". Isto em decorrência do "excessivo número de disparos efetuados".
O último agravante é o da emboscada porque os envolvidos no crime "atraíram a vítima para o local do crime mediante um falso pedido de entrega de bebidas".
O desembargador e relator do processo, Luiz Gonzaga Mendes Marques, explicou que esta etapa do processo não é uma condenação, mas uma demonstração dos indícios de autoria ou participação no crime.
“É possível concluir que existem provas sobre a materialidade, havendo também indícios suficientes no que diz respeito à autoria do fato delituoso, de modo a constituir fundadas de que o recorrente foi responsável pela conduta típica que ceifou a vida de Vinicius Campos dos Santos”, concluiu o relator.
Júnior Flazinho Antônio Garay e Ivan Felipe da silva Dias já tinham outras passagens pela polícia. Eles serão submetidos a julgamento no Tribunal do Júri.
O CASO
Junior Flazinho Antonio Garay e Ivan Felipe da Silva Dias são apontados pela Justiça como responsáveis pela morte de Vinícius Campos dos Santos, de 18 anos, em Nova Andradina (MS).
Vinícius trabalhava numa conveniência e foi chamado para fazer uma entrega, quando Garay e Dias se aproximaram numa motocicleta e dispararam.
O jovem foi atingido por sete tiros e chegou a ser socorrido por moradores, mas não resistiu ao ferimentos e morreu.