A construção de um novo terminal privado estimado em R$ 3 bilhões no porto de Santos levou a um racha na diretoria da Codesp (Companhia Docas de São Paulo), administradora do porto.
A diretoria da companhia aprovou num dia e revogou três dias depois autorização para a empresa privada usar uma área do porto para colocar lixo tóxico.
O presidente da Codesp, Alex Oliva, assinou autorização para que a VLI, subsidiária da Vale, pudesse depositar 1,1 milhão de metros cúbicos de resíduos da dragagem de uma área para passagem de navios num local do porto. Os outros diretores revogaram a medida três dias depois.
A Codesp tem licença ambiental para depositar resíduos tóxicos das dragagens que ela tem que fazer, essenciais para o funcionamento do porto, numa área no fundo da baía.
A VLI pediu há mais de um ano autorização para usar essa área para colocar seus próprios resíduos por ainda não ter uma área própria licenciada. A dragagem total da área estima retirar 4,4 milhões de metros cúbicos para aumentar o canal de acesso até este terminal.
O terminal que a VLI está ampliando é utilizado atualmente para produtos químicos, como enxofre. A ampliação foi autorizada pelo governo em 2014 para que ele possa também ser usado para transporte de grãos, açúcar entre outros. O investimento anunciado pela empresa seria próximo dos R$ 3 bilhões.