No terreno fértil do Jardim das Nações, no Bairro Parati, onde a obra da Escola Padrão da Secretaria Municipal de Educação (Semed) orçada em mais de R$ 3 milhões está parada há pelo menos três anos, o único crescimento visível é o da horta cuidada pelo proprietário da área e morador do local há 25 anos. Raimundo Gomes da Silva, 56 anos, cultiva couve e alface no “quintal” da obra abandonada pelo Poder Público, e tem esperança de que a escola seja enfim terminada e entregue para a população, após quase quatro anos de promessas.
“Quem sabe o próximo prefeito finaliza a escola para que o povo use. É o que eu espero e os moradores também”, diz com a simplicidade de quem trabalha no campo e vê no cultivo da terra uma possibilidade de mudança. “Eu sonho com os alunos aprendendo a fazer as mudas, a plantar. Tudo que for usado na cantina da escola pode ser plantado por eles mesmos. Imagina só, a escola cheia de estudantes e eles mesmos cuidando da horta”, diz.
(*) A reportagem, de Natália Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.