Batizado de “postão” pelos próprios pacientes, o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), deixa de cumprir a função para o qual foi concebido atendendo casos de menor gravidade todos os dias por receber a demanda de pacientes que não chegam ao postos ou simplesmente que buscam diretamente o local.
O diretor-presidente do HRMS, Justiniano Vavas, afirma que a situação é resultado justamente da falta de médicos nos postos de saúde gerenciados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), além das falhas na regulação de vagas, também gerenciada pela administração do município. Sem encontrar profissionais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros Regionais de Saúde (CRS) e principalmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), é no PAM que as pessoas vão em busca de solução para os problemas de saúde. “Os pacientes não conseguem atendimento nos postos, é fato. Com isso o hospital deixa de cumprir a função de atender média e alta complexidade. Nós não temos leitos para internar, acomodar e receber mais doentes. O hospital não tinha que receber casos simples, só os mais graves”, afirma Vavas.
(*) A reportagem, de Natália Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.