Cidades

EX-PRIMEIRA-DAMA

Presa há 31 dias, Andreia Olarte está à beira de um colapso

Desde que foi presa, Andreia precisou ser socorrido as pressas duas vezes

Redação

16/09/2016 - 06h30

Ex-primeira dama de Campo Grande, Andreia Olarte estaria a beira de um colapso, segundo fontes das forças de segurança do Estado. A prisão dela e do marido, o ex-prefeito Gilmar Olarte (sem partido), completou um mês ontem e, desde então, Andreia precisou ser socorrida as pressas por duas vezes por médicos de fora do presídio, além de ter pedido transferência da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), por não suportar o cheiro da droga apreendida e armazenada próximo da cela onde ficava.

Por ora, a única perspectiva de liberdade do casal é o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa no Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento dos juristas é de que não será missão fácil obter decisão favorável no Supremo. Isso com base na decisão do ministro Antonio Saldanha Palheiro, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu HC no início do mês. Palheiro foi enfático ao escrever que o Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) obteve provas robustas para pedir a prisão de Gilmar e Andreia.

A defesa prevê que o julgamento do pedido de HC pelo STF deve sair na metade da próxima semana. Enquanto isso, Andreia continua no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi. Fontes próximas a ex-primeira dama relatam que a sanidade dela piorou desde que foi transferida para lá. Enquanto figura pública, estaria sendo hostilizada pelas demais presas.

Antes, na sala da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), para onde foi transferida depois de sofrer mal estar por causa do cheiro de maconha na Denar, o problema era a solidão. Por não ter a estrutura de um presídio e abrigar presos temporários, Andreia não podia receber visitas e ficava isolada do convívio com outras pessoas. Somente o advogado era autorizado a falar com ela, e informações do Garras dão conta de que, por isso, pedia constantemente que ele fizesse companhia a ela. A filha levava o almoço e mudas de roupa diariamente, além de produtos de higiene pessoal e beleza, mas só podia entrar em contato com a mãe quando um dos investigadores estivesse disponível para supervisionar o encontro.

Já Gilmar, no Presídio Militar, estaria lidando com a privação de liberdade melhor do que da outra ocasião em que foi preso, em outubro do ano passado. Ele não recebe visitas, o que seria acerto para evitar exposição na mídia. Mas está em um alojamento tido como confortável junto com outros três militares. Passa o dia tocando violão ou lendo a bíblia. A única coisa que o incomoda seria o fato de a esposa estar presa e com a saúde frágil.

Teria sido por pressão de Andreia que o agora ex-prefeito renunciou ao cargo no Executivo municipal, na semana passada. Assim, os processos voltam para o primeiro grau na Justiça estadual, o que permite mais uma instância para recursos, que aceitos, podem garantir a saída da prisão. O casal é investigado pelo Gaeco no âmbito da Operação Pecúnia, por suspeita de utilizarem dinheiro desviado de recursos públicos para a compra de imóveis.

 

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