Restos de comida, vaso sanitário, tanquinho de lavar roupa, caixas de pizza, garrafas de vidro, garrafas pets, sacos plásticos, banheira de criança, pneus, carcaça de veículos e até mesmo placa da prefeitura avisando da ocorrência de obras... Isso tudo é apenas parte dos lixos que estão nas águas e nas margens dos córregos de Campo Grande. Além dessa poluição, há problema da abertura de crateras, que invadem as vidas, que margeiam os córregos. A situação se agrava com o período de chuvas, que marca a primavera, estação que se inicia hoje.
A nascente do Córrego Soter, que fica dentro do parque que leva seu nome, no bairro Mata do Jacinto, está comprometida com a obra que foi feita para conter enchente. O local se transformou em uma voçoroca, e por causa do deslizamento de terra, que assoreou o rio.
No Prosa, o próprio material que foi usado para a contenção das águas das chuvas, se tornou um dos poluidores do córrego. Os sacos plásticos que serviam de armazenamento foram deixados no local impactando o meio ambiente. Em alguns pontos do trajeto é possível sentir forte cheiro de esgoto.
(*) A reportagem, de Gildo Tavares, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.