Diante da repercussão do vídeo em que Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, de 19 anos, aparece espancando jovem de 18, o "valentão" teve que parar de trabalhar, estudar e se esconder em casa de familiares.
Com ameaças recebidas de todo o Brasil e pelos mais diversos tipos de comunicação, o advogado do suspeito, Ronnye Mattos, entrou com medida judicial para tentar amenizar a situação. “Não pedimos que as reportagens sejam retiradas do ar, mas que haja moderação. Estão divulgando até o nome da mãe do meu cliente, número do telefone celular e endereço. Isso repercute de forma negativa. Ele [Jhonny]está sendo ameaçado de morte”, explicou o advogado.
Dentre os pedidos, Ronnye pede que o nome completo de Jhonny não seja divulgado. Além disso, alega que não está sendo divulgado com tanta ênfase o que aconteceu antes do início das agressões. “A imprensa tem o dever de informa, mas tem que ser responsável e ter certa moderação. As pessoas não estão debatendo o que aconteceu antes daquele vídeo”, alegou.
Com a rotina alterada depois que o vídeo começou a circular pelas redes sociais do Brasil todo, o rapaz que aparece sem camisa, dando socos e chutes na cabeça de outro rapaz, teve que parar de estudar, trabalhar e até de frequentar lugares que estava costumado. “Orientei que não frequentasse lugares públicos. Ele não está se escondendo, está à disposição para enfrentar as consequências pelo que ele fez, mas sim se preservando”, pontuou Ronnye.
De acordo com o defensor do “valentão” que ficou conhecido pelas brutas agressões, antes do vídeo começar a circular e chegar a tal repercussão, Jhonny e o menino agredido por ele já se desculparam e até fizeram as pazes. “Logo depois do ocorrido a mãe dele [Jhonny] procurou a mãe do outro rapaz e os dois já se desculparam. Ambos reconheceram que erraram, já conversaram e fizeram as pazes. Isso não passou de uma briga de garotos”, finalizou o advogado na tentativa de amenizar a atitude do cliente.
O CASO
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no dia 26 de setembro, um investigador teve acesso ao vídeo das agressões no dia 20 pelo WhatsApp, e em trabalho com mais dois policiais, encontraram os violentadores e a vítima.
Primeiro, Alessandro foi localizado em casa e, ao ser questionado pelos policiais, delatou Jhonny, que também estava em sua residência no momento em que os investigadores solicitaram para que comparecessem na delegacia.
Eles não têm histórico policial, foram ouvidos e liberados pelo delegado.