Titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e a Juventude (Deaij), Aline Sinnott Lopes, defendeu hoje que adolescentes envolvidos em arrastões no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, precisam de acompanhamento social. Já as vítimas devem registrar adequadamente os casos de roubo e furto.
“Como são indivíduos em desenvolvimento eles precisam mais do que repressão policial, o acompanhamento social”, pontuou a delegada, ao creditar aos pais responsabilidade na educação dos filhos que partem da periferia para “beber e se divertir com os amigos”.
Ao menos cinco ocorrências de arrastão foram registradas, nos últimos 60 dias, no entorno do maior parque público da Capital. Dentre as prisões, conforme Aline Sinnott, a maioria é de jovens e adultos que se aproveitam da distração do visitante para levar seu celular.
“O principal obstáculo para investigar o envolvimento dos adolescentes na prática desses delitos é um comportamento de banalização da violência”, ressaltou a delegada, ao recomendar que as vítimas registrem adequadamente o crime para tornar possível recuperar o item roubado ou mesmo prender o receptador.