A Justiça negou pedido de habeas corpus para o procurador jurídico da Câmara Municipal de Campo Grande, André Luiz Scaff e ele deve continuar preso pelo menos até depois do feriado. Ele está preso desde sexta-feira no Presídio Militar. A defesa entrou com pedido de habeas corpus hoje, que foi negado no mesmo dia. “Agora estou estudando, até quinta-feira, por causa do feriado, nada caminha”, disse o advogado José Wanderley Bezerra Alves.
O procurador foi preso pela terceira vez em 2016 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após mandado expedido pelo juiz Carlos Alberto Gracete. Scaff é acusado de prejudicar as investigações do Gaeco contra ele, atrapalhando a colheita de provas.
Segundo informações da coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, durante as investigações da segunda fase da Operação Midas, o GAECO colheu elementos de que o procurador, depois de ter sua prisão preventiva revogada em 20 de setembro, passou a agir com intenções de prejucar as investigações.
Ele foi preso junto com a esposa, Karine Ribeiro Mauro Scaff, no dia 18 de setembro e só foram soltos no dia 21 do mesmo mês.
Scaff é suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de Finanças, na gestão de Gilmar Olarte.