A construção das casas dos antigos moradores da favela Cidade de Deus não avança e desde que o mutirão assistido da Prefeitura de Campo Grande foi lançado, em março deste ano, apenas 42 de 314 casas ficaram prontas. Das outras 272 (que corresponde a 82% do total), algumas estão com as paredes erguidas e outras, nem isso. A espera frustra quem acreditava que até o último dia 10 de outubro já poderia ter um teto para morar. Além disso, trabalhadores contratados estão com salário atrasado há três semanas e as obras, paradas.
Das 314 famílias retiradas da antiga favela e transferidas para terrenos, 42 estão no bairro Vespasiano Martins, 87 no próprio Dom Antônio Barbosa, 50 no Jardim Canguru e a grande maioria - 135 - no Bom Retiro, aos fundos da Vila Nasser. O Correio do Estado foi em cada um desses locais ontem e viu de perto a precariedade das famílias, que ainda estão morando em barracos ao fundo do que, um dia, se tornará uma casa de alvenaria.
(*) A reportagem, de Lúcia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.